segunda-feira, 22 de agosto de 2016

OLHAR SONOLENTO - 22082016

O meu olhar
fixo no horizonte desvenda
mistérios além da imaginação

Revela coisas da alma
que se confundem com os dilemas
da consciência

E se perdem
no labirinto das ideias

O meu olhar cresce e traduz
o que acontece ao redor

Aninha elementos
encarcerados no meu ser

Aconchega a natureza
disposta nos umbrais do tempo

Com o mesmo desvelo da mãe terra

O meu olhar
perdura na atmosfera das horas
e consome  energia embalada no pensamento

Critica eventos em desalinho
reconcilia
os perdidos na lua

Absorve o esquecido nas ideias
recupera o sonho extraviado
na escuridão das horas

Dá alento à zona de conforto
retrata boas obras e cola
no mural da vida

É sustento e apazigua
coração sonolento

Nety

quinta-feira, 28 de julho de 2016

MEMÓRIAS - 28072016

Templo de sol
de lua

Templo de eros
cercado de aparatos

Memórias que vacilam
nos contornos estreitos
do pensamento

Suor
risos e lágrimas
colados num tempo de luz
irisado nos baús da vida

Contempla os dias
na sombra das horas
que se espelham nos cacos

De um tempo pintado
na tela universal
dos anos

Nety

quarta-feira, 27 de julho de 2016

POEIRA - 27072016

História louca
busca o caminho mais reto

Para o infinito

Tempos sombrios
ou de iluminações

História que não tem fim

Cabeças pensantes
rondam o mundo

Olho mágico do novo
escreve ou silencia
e o resultado

É poeira

Nety

domingo, 24 de julho de 2016

VIRGEM NATUREZA - 24072016

O que sonho noite e dia
Perfuma e gera poesia
nessas longas noites
de visão distraída

Belas lembranças que se avivam
enquanto a pálida noite adormece

Gênio que desencanta
coração que verte fogo

Lírios da mocidade
na poeira do tempo

Planta que é só mistério
ecos de murmúrios

Que torna a vida bela
antes que se afogue
em lágrimas
de dor

Respiro flores

Recordo aromas

No silêncio
A bela e virgem natureza

Hinos
Tendo Deus Criador
E as mãos do poeta

Nety

segunda-feira, 13 de junho de 2016

VOCÁBULOS SONOLENTOS

Sob o céu lamacento
circulam clarões
com missivas

Que alteram o rumo turbulento
das eras de entendimento

Quero deslizar em fuga monitorada
pelas telas da imaginação

Eu só não quero é deixar à deriva
os vocábulos sonolentos

Retidos no picadeiro da vida

A hora bate na cara e castiga o tempo

Sublimes caminhos por onde piso
alicerçam o meu viver

Puxo as rédeas do jogo e aliso
o meu pensar
para que derreta o gelo da vida

O semblante mudo
reprime ideias e desenrola mistérios
desovados no tempo

Nety

sábado, 11 de junho de 2016

PUPURRIPOÉTICO

A lua me traz recordações
que se misturam e se entrechocam
nas alamedas do universo

Respinga suor prateado
pelas avenidas opacas
e por elas

Amontoo meus passos

Me dê as flores da vida
carinho e mão amiga
no envelhecer
das horas

Nas vias celestes
o sinal de todas as virtudes
se estende de A a Z

Repercute em todas as áreas
da imaginação

Bençãos sobre os degraus imaculados
das ondas cristalinas

Natureza que se debruça
sobre o mais ínfimo ser

Magnitude real dos concertos líricos
que envolve os pertences da alma
em dias de festa

Beleza etérea

Óbolos da esperança

Pequenas coisas da vida
que consagra os dons

Força do cosmos

Coração e liberdade de expressão
na quietude das palavras

Oceano de emoções
que subjuga pensamento

Glória
da inspiração

O mundo
é um grande teatro
com personagens
malabaristas

No show da vida desfila
o bobo da corte

Arautos
na corda bamba

Perfumes da madrugada

Noite almiscarada por ensaios
com visões novas ou idas

Carregam consigo
o ardor dos tempos
e se projeta

Feito sombra na calçada
amassada pelos passos febris
da madrugada

Do lado de cá as águas da poesia
compõem cenário de festa
aberto ao diálogo e ao riso

Cantos da natureza
que revigoram
os dias soltos na mansidão das horas
onde desliza a mão suprema
pelas cabeças pensantes

Abençoa seus passos com a esperança e a fé
que existe nos ares da inspiração

Luzes que ornam o saber
dos magos e ofertam riquezas espirituais
aos pés do mundo

Saúdam esse enredo poético
com ações calorosas

Dádivas de amor e paz
nos caminhos
da solidão

No meu recital poético
deslizam sambas e canções
renascidos das cinzas

Vestem-se com as cores
da primavera

Estreiam
entre aplausos
e vaias

E tudo é festa
quando os olhos desatam palavras algemadas
pela pausa prolongada

Que congela os sentidos

No apogeu da liberdade
a literatura renasce em mim

Cena que desperta mensagem
com padrão isolado dos demais

E eu aqui sem saber
para onde me dirijo

A sonâmbula noite esparge segredos
nas telas do dia

Exala hálito perfumado
nas paragens do amanhecer

Dia claro ou sombrio
retrata os brios das aquarelas

Recantos virtuosos da mente
veladas pelo aconchego que se contrai
ou se expande sem sinal de cansaço

Reforço perene de bem estar
no espelho das horas
repleto de humor
aquoso

Espaço redondo do pensamento
diluído no comboio da alegria

Coisas simples
da natureza

Como pode um poeta
viver fora da poesia

E deixar de orquestrar suas rimas

Um poeta que dá corda
anima e orquestra os poemas
pelas veredas da natureza

No meu céu
o mundo da poesia palpita
com vozes do pensamento

Liberta sons clandestinos
que residem nos tímpanos da aurora

Ascende o fulgor das eras
e os arrepios da emoção

Fulgura
por entre as ruas da inspiração
e se projeta no universo
da alma

Em dias de festa

Nety

POESIAS DIVERSAS

Quase
que a noite
me atropela

Fui ver ali na frente
umas caminhadas

Era o sol
que projetava sombra
dos passantes

Acordei cantando
e deixo minhas lágrimas
para sustentar
os oceanos

Eu não consigo mais falar
com as minhas pessoas

Já bebi
já comi
já paguei

Tudo
eu fiz demais

José Eduardo Carrion