quarta-feira, 30 de abril de 2014

ACROBACIAS - 07042014

Com os óculos
do mundo
subo as paredes do sucesso
 
Encho de cores
a imaginação
 
Laço palavras
pinto as rimas
 
Contorno
 oceanos e mares
 
Voo por sobre
as brasas
do pensamento
 
Ou
sobre a neve
das lembranças
 
Nety

FRAGILIDADES - 08042014

No meu compêndio de vida
qualquer rajada reaviva
o meu pensar e devolve
as cores do meu jardim

Nessa nova era
tudo se mistura com jatos
de serenidade

Como se nada
fosse verdade e tudo
não passasse de mentiras
com sabor de verdades

E tudo isso se completa
com equanimidade
sem distorções ou desalinhos
nessa história que se impõe
ao meu viver

Sábios momentos
que se opõem à ignorância dos fatos
reais ou imaginários

Onde mais vale o conteúdo
que o invólucro

Que nada mais é
que um plano fictício
à mercê de conceito falso
e difícil de digerir

O tempo é companheiro
nesse mister

Que pede um estudo minucioso
de todas as áreas e assim formar
um dossiê embasado
na coerência do diálogo

E tudo isso se faz
num abrir e fechar de olhos

Num pestanejar cheio de glamour
para pintar a tela da vida
com os sinais imortais

Pouco se me dá
que um ou outro não se perca
na redondeza dos pensamentos
e sem mais nem menos se despoje
dos mais belos propósitos
por conta de fragilidades

Que gotejam
pelo caminho e abstraem
o que há de bom no todo
provocando sequelas nos deleites
da imaginação

Assim o que há de bom
se apossa de mim

Pede para ficar e pousar
no íntimo do meu ser

Nety

CONFETE - 07042014

Não viajo sozinha

Carrego o que encontro
pelo caminho

Carrego a semente
da esperança
que cresce em mim

Ícone da natureza

Corro atrás do horizonte
que foge
envelhece
e deixa fantasia
que me rejuvenesce

Flores amarelas
dependuradas na janela

Carrego o mundo
sem paredes

Pensamentos libertos

Mundo aventureiro
de qualquer idade

Verde amarelo
de todas as estações
que galopa a passos largos

Mundo dos cartões postais
jogados ao vento

Mundo
que faz da tristeza
confete

Nety

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Segredos - 24022014

Embarco
nas águas do pensamento
e me deixo levar
e flutuo
ao sabor das ondas
que desenham segredos
nas cristas
da imaginação
 
Velejo
nessa nave
flutuante e sulco
rimas cruas
desbotadas
pelo farol mágico
do sol
 
Reavivo
as cores das rimas
com a tinta mágica
que encrespa
os ares
e só me dou por vencido
com o fluir
da poesia
 
Nety

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Rugas do tempo - 17022014

Nesta hora em que o mundo
parece parar
de girar
o meu pensar segue
em ressonância
com o giro
dessa eterna
terra

Obstinada e corajosa
dentre tantos conflitos
ela não para

Segue seu rumo
embelezando os dias
com a força da natureza

Cheia de encantos mil
abdica de si
para proporcionar aos filhos
tudo que de bom
ela tem

A terra se eterniza
borda sentimentos fantasias
envelopa todas as eras

Contorno o meu pensar
para que não se afaste do caminho
traçado ao longo do tempo
 
E assim vivo dentro desse perímetro
que satisfaz meu ego e me conduz
às vivências de todas as eras
 
No tapete colorido do tempo
retrocedo ou avanço o sinal
marcado pelas rugas
do tempo
 
Elas que espelham emoções
sonhos alegrias e tudo que transita
na pele da alma

Nety

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Delírios cósmicos - 17012014

Eu tenho tanto
que lhe falar
mas as palavras se perdem
no labirinto
que circunda o meu viver
 
E nesse meio tempo
junto pedaços
de mim
 
Ideias tortas
que se dizem minhas amigas
ou se rebelam contra mim
 
Que me desejam coisas
que refuto dispensáveis por se mostrarem
sem o sal da sabedoria
ou tônus da alegria
nesse momento em que os opostos
se atraem e passam
de uma face para outra
sem permissão
como se fossem donos
da situação
e eu um ser meramente
ilustrativo
 
Que não vê
não sabe ou não escreve
 
Desligado do exterior
por centelhas de ideias que vestem
os meus dias
 
Togas parasitas
do meu ser
que transitam soberbas
num aquário de ilusões
onde mergulho à cata de respostas
 
Volto à tona
provida de sons alentadores
 
Velejo no barco
do pensamento onde retiro
transpiração
 
Sigo a rota
apontada pelo destino da poesia
 
O meu envoltório
perdeu o elã da partida desses dons
que temperam o viver
 
Parei
olhei
mas não acreditei
que tudo que vivi cresceu
de dentro para fora
e de fora
para dentro
e só me acrescentou
 
E tudo é majestoso
e tudo
é imperdível
e tudo
não tem preço
 
Rola de graça e com graça
enlaça o meu ser
que recebe essas dádivas
encadernadas
que dormem na minha pele poética
 
Não tem outra
é essa dica mesmo
que conserva e orna os tesouros
 
Que brilham ao meu redor
e piscam matizes
de todas as cores e sons
para pintar
aquarelas de poesias
nas paredes caiadas
de emoções
 
Não tem outra e essa
precisa ser lapidada com o brilho
da inspiração
 
Cintila
em todas as direções
com mensagens de polo a polo
num leva e traz
para as gentes
minhas
 
Nos vãos do amanhecer
natureza em festa
 
Delírios cósmicos
da eterna
poesia
 
Nety

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Virada gigantesca - 31122013

A solidão apavora
quando não se vê alguma luz no fim do túnel
até que expire a memória de cada um
 
No fim do túnel a esperança
se faz presente
e se manifesta de maneira singela
com a garra de quem deseja que as coisas se modifiquem
para melhor e se dirijam
ao encontro de cada um com tudo
que há de bom
 
Para alcançar aquele
que no seu aconchego libera sais da esperança
que vive nos corações e se bifurcam
em todas as direções
 
Nisso se apegam gregos e troianos
que fazem parte do mundo em que vivemos
 
Uma virada gigantesca
para alcançar o outro no seu aconchego
com muita ou pouca virtude
conforme a sua natureza
 
Nety