terça-feira, 28 de setembro de 2010

Notas de paz amor e união - 24092010

Achei melhor aqui do que em outro lugar

Cupim por cupim
casa velha por casa velha
melhor é aquela que foi destinada
para as manas e para mim

A casa antiga tem tanta história
nas paredes externas e internas
no chão e no teto

Períodos de infância juventude
maior idade

Histórias
de bons ou maus tempos

Lazer escola arteirice que convidam à junção
sempre que o tempo estiver a favor e no maior respeito
para nessa história deixarmos notas
de paz amor e união

Nety Maria Heleres Carrion

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Gentes minhas - 07092010

Andrajos espirram disfarces
exibidos no andar calejado
pelos sonhos desbotados

O sonho divide caminhos
corta trevas luzes e retorna diluído
nas mensagens bombadas na agudeza da vida

Espalho peças do andrajo
pelas rotas peregrinas e no casulo me alojo
com bagagem concentrada
na soma dos dias auferidos ao meu eu

Não deixo nada para trás
do meu pensar

Junto espaços vividos
no bom ou mau tempo

Esperanças e sonhos no amanhecer
das horas

Semeio o que resta no humor
do tempo e distribuo o dna das eras
embalsamadas na emoção

Não tenho pressa
tenho todo o tempo do mundo

Faço valer o segundo que se achega
sem falha e fala
com promessa de tudo

Reverto o meu tudo em versos mirabolantes
que trazem assombro e aquecem
as gentes minhas

Tenho todo o tempo do mundo
nesse paraíso moldado pelas cores e sons

Badalo o sumo da poesia e me aproximo
da alegoria poética

Quimeras no picadeiro
da fantasia

Mimo o meu pensar e diluo
as gotas da memória

Suor e lágrimas ejetados da mente
transladam sabedorias bíblicas e profanas
no cenário festivo da poesia

O choro apenado desliza preso
aos cantos das lágrimas

Salgadas no mar das ilusões
vertem dores e alegrias

Dou corda ao meu eu e transfiro o gosto
da poesia para atuar no palco

O reflexo do meu eu me acompanha
pelos caminhos e traça pegadas sem destino
em busca do cais para ancorar meus sais

Persigo o meu eu pelas esquinas
do tempo e ali deixo meus sentimentos

Nety Maria Heleres Carrion

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Prurido social - 18082010

Aguardo que o tempo
amadureça
para atender o mundo sacramentado
pelos males que circulam
nas faces sofridas
do hoje

Olhos desequilibrados
pela espera doída

Prurido social
que mancha a pele da memória
com a tinta tóxica
do desprezo
jogado pelos canais insensíveis
da elite criadora
do caos.

Nety Maria Heleres Carrion

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Uso capião - 11082010

Na barca da vida
viajante pede passagem
para o lado oposto
da margem

Alienígenas
em uso capião
despem pudor e invadem
a miopia do corpo

Alma em gozo
assiste de camarote o final
do espetáculo

Último ato de transição
do ciclo de vida

No condomínio da terra
explode a cena
restando apenas
o nada

Nety Maria Heleres Carrion

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Baganas de fantasias - 09082010

Cultivo espírito e detono
a poesia que vive
em mim

Esfarelo pensamento e concentro
a essência criadora
exaurida nas entranhas
das rimas

Sufoco andar perdido
no halo fresco da madrugada

Retorno feito mendigo
a juntar baganas de poesias
extraviadas nas rotas peregrinas
das ideias

Sigo roteiro enxertado de poesias
que se entrelaçam
no pódio da inspiração

Não sigo regras
ou métricas

Sigo ruelas amadurecidas na mente
calcada nos enlevos poéticos

O andar poético explora cenas
no palco da vida e baila solto
na réplica dos tempos

O ruído das horas mastiga o silêncio
na acústica do vento
da liberdade

O brilho da noite
incendeia os campos da mente
com mensagens repletas
de esperança

Reflete andanças geradas
nas cordas alegóricas da história
que semeia dons
atraídos pelas gotas
da felicidade

Reflete arte tempestuosa
na tela monitorada pelo sabor da hora
que atrela fantasia e destino

O poeta vive à sombra do poema
que revoluciona a mente

O poeta se desdobra
em mil e uma faces para receber
o poema

É preciso respirar o mesmo ar
do poema

É preciso sentir na pele
o tempero que espalha dom poético
no coração do mundo.


Nety Maria Heleres Carrion

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Andaimes da realeza - 06082010

Invoco alegria
pelos cantos receptivos
às toadas madrigais

Enquadro minha proposta com apostas
itinerantes e conserto meu passo
nos andaimes da realeza
onde desato abraço
no sufoco
do ato

Visto meu tempo com os cristais do amanhã
que refletem venturas imersas
em sonhos e ilusões

Rabisco linhas sem princípio nem fim
esperando que segredem
o que querem
de mim

Rabisco linhas no espaço sem fim
esperando que o mundo
acredite em mim

Sigo em frente ou retorno por linhas
retas ou curvas

Atravesso os canteiros da mente e laço
rimas que estão pelos caminhos

Faço voltas e mais voltas
para não roçar no alvo
que atrai promessas
destorcidas
da poesia

Nos claros da poesia busco ousadia das rimas
que impelem o meu pensar para os aclives
divinos e deslizam em taças de vinho

Alma
que chora ou ri
vibra
é deleite é confeito
perfuma e sopra arte
com rajadas vulcânicas
no choro
ou no riso

Nety Maria Heleres Carrion

domingo, 25 de julho de 2010

Mergulho - 25072010

Mergulho
a cabeça na escuridão
para enxergar a verdade.

José Eduardo Carrion