Réstia de esperança
perambula por entre os escuros e claros
da memória
Deita-se ao sol
de todas as manhãs
É a última que morre
cresce
vive e transita
no dorso da alma
com previsões do tudo
ou do nada
Esperança
que aborta a descrença e aviva
a chama da fé
A pena que tateia sombras e luzes
descobre-se no reflexo das letras
e cobre as reticências da palavra
A espera é longa
chega e se apega aos andares
erigidos pelo meu pensar
que se dobra às carícias
do dia e da noite
Devolve ao mundo a doçura da vida
na mesma moeda
A noite desaparece na orla
do pensamento e dá lugar à realidade
embebida nos extratos do dia
Alvejo meus pensamentos
nos raios incandescentes
do sol do meio dia
que reflete tons e sons
do verão
do verão
Nety Maria Heleres Carrion
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