Destilo o choro e vazo
nas cordas do pensamento
Lágrimas escorrem
pelos cordões da existência
Viajam pelas ruas e percorrem
caminhos pedregosos e de luz
Lágrimas em preto branco
lágrimas coloridas
Que desabam entre flores
arbustos e ramagens
Lágrimas
Que molham os dias e os tornam
fecundos e generosos.
Nety.
domingo, 4 de março de 2018
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
UM SÓ CORAÇÃO - 22092017
Um rio de sentimento
tomou posse de mim
E me deixou nocauteada
pelas belezas que se jogam
nos espaços sem fim
Com a força dos deuses
da esperança
Da caridade e do amor
Um só coração se lança
nas águas perenes do amor
e conduz a seiva infinita
da bondade no caminho
da paz e se dilata
Ao receber os mananciais
de beleza embebidos
Nos rótulos da saudade
Tudo isso transita
nos corações amadurecidos
e sobressaem com oferendas
ricas de sabedoria e de luz
Nessas horas
em que tudo é amnésia
e salta aos olhos
O reconhecimento pela criação
que transborda dos dedos
para chegar às raias
da plenitude
Que se dispõe a se doar
com fluidez
E benemerência
Nety.
tomou posse de mim
E me deixou nocauteada
pelas belezas que se jogam
nos espaços sem fim
Com a força dos deuses
da esperança
Da caridade e do amor
Um só coração se lança
nas águas perenes do amor
e conduz a seiva infinita
da bondade no caminho
da paz e se dilata
Ao receber os mananciais
de beleza embebidos
Nos rótulos da saudade
Tudo isso transita
nos corações amadurecidos
e sobressaem com oferendas
ricas de sabedoria e de luz
Nessas horas
em que tudo é amnésia
e salta aos olhos
O reconhecimento pela criação
que transborda dos dedos
para chegar às raias
da plenitude
Que se dispõe a se doar
com fluidez
E benemerência
Nety.
sexta-feira, 2 de junho de 2017
DANÇA ESPACIAL - 16012013.
Carrego nos ombros os detalhes do porvir
mesmo sem ir ou vir
Num arrojo supremo como se fosse o fim
e não o começo de uma nova era
Um novo alento sob um céu reparador
vestido das cores do meu país
E sei lá como volto ao berrante destino
que cega meus olhos e me pede para ficar
acesa nesse momento clandestino de euforia
Sabe-se lá como as coisas acontecem
e desaparecem feito mágica no vazio da alma
Gota que parte sem deixar vestígio
um nó que qualifica a vida
de puros sentimentos
Não dá trégua à matéria
envolve por inteiro presente/passado
se adona do terreiro pede para ir
pede para ficar
Não desgruda e na arena do sentimento
se despede sem dizer adeus e sem explicações
plausíveis nesse mundão cheio
de glórias e fracassos
Um depenar constante de ilusões
que se comportam com naturalidade
como se o nada fosse o tudo
e o tudo fosse tão pouco
que não coubesse
na palma da mão
Um oceano de palavras que retinem
nos compartimentos da memória e se abrem
à terra numa onda gigantesca de emoções
embalada pela maré que vai e vem
e deixa mensagem na areia
Um roçar de esperanças e gratidão
por tudo que acontece nesse labirinto
de ideias consagradoras
Aliciadoras de juras e perjuras
que se estendem até o fim dos séculos
Sem mais nem menos a vida retorna ao início
à criação de tudo e não se conforma com o luto
da agonia dos participantes dessa orgia de valores
E assim se desloca para o estágio primeiro
com visão do real e do imaginário
que se precipita sobre os ombros
caídos do mundo
Nety.
mesmo sem ir ou vir
Num arrojo supremo como se fosse o fim
e não o começo de uma nova era
Um novo alento sob um céu reparador
vestido das cores do meu país
E sei lá como volto ao berrante destino
que cega meus olhos e me pede para ficar
acesa nesse momento clandestino de euforia
Sabe-se lá como as coisas acontecem
e desaparecem feito mágica no vazio da alma
Gota que parte sem deixar vestígio
um nó que qualifica a vida
de puros sentimentos
Não dá trégua à matéria
envolve por inteiro presente/passado
se adona do terreiro pede para ir
pede para ficar
Não desgruda e na arena do sentimento
se despede sem dizer adeus e sem explicações
plausíveis nesse mundão cheio
de glórias e fracassos
Um depenar constante de ilusões
que se comportam com naturalidade
como se o nada fosse o tudo
e o tudo fosse tão pouco
que não coubesse
na palma da mão
Um oceano de palavras que retinem
nos compartimentos da memória e se abrem
à terra numa onda gigantesca de emoções
embalada pela maré que vai e vem
e deixa mensagem na areia
Um roçar de esperanças e gratidão
por tudo que acontece nesse labirinto
de ideias consagradoras
Aliciadoras de juras e perjuras
que se estendem até o fim dos séculos
Nessa noite alta o perdão e a sobra
caem em qualquer lugar com olhos
de quem quer ver o fruto se deslocar
da mãe natureza e voltar
para o local de origem
Uma centelha que não se apaga sem antes
aquecer o semblante rico do ser hipnotizado
pela festa que acompanha os felizardos aqui e ali
num humor contagiante e belo e descerram
a cortina do suspense inserido
na letargia do vivente
Sem mais nem menos a vida retorna ao início
à criação de tudo e não se conforma com o luto
da agonia dos participantes dessa orgia de valores
E assim se desloca para o estágio primeiro
com visão do real e do imaginário
que se precipita sobre os ombros
caídos do mundo
Perdas e danos que refletem nessa dança espacial
todo o cansaço cosmopolita
Me resta apenas conviver
com essa ilha de dor que maltrata
ou incendeia a vida que se estende até o fim
dos séculos com promessas de tudo ou nada
Nety.
segunda-feira, 29 de maio de 2017
PRECES DO ENTARDECER - 25052017
O manto da terra é umedecido
pelas gotas da memória
que se precipitam
que se precipitam
No dorso da natureza
onde tudo é festa
onde tudo é festa
Ao som de valsas milenares
a água despenca do infinito
escorre na caverna dos dias
trazendo vigor e magia
a água despenca do infinito
escorre na caverna dos dias
trazendo vigor e magia
Que se perpetua
num dar e receber ao som
dos cantos perfumados da vida
num dar e receber ao som
dos cantos perfumados da vida
Sobrevoam os lírios do tempo
com as asas do porvir
com as asas do porvir
Balançam o mundo
com as preces do entardecer
com as preces do entardecer
Ascendem aos céus com louvores
ao Criador de todas as coisas
que agasalha e protege
os seres ligados
ao Criador de todas as coisas
que agasalha e protege
os seres ligados
À terra benfazeja
E tudo ocorre de graça e com graça
é lançado à humanidade
para seu desfrute
é lançado à humanidade
para seu desfrute
Em meio ao caos universal
a Mão Suprema semeia o alimento
do corpo e da alma e presenteia
seus filhos amados
a Mão Suprema semeia o alimento
do corpo e da alma e presenteia
seus filhos amados
Sua Criação
Seus Braços acolhem de dia
ou de madrugada a massa humana
que pernoita nos andares do tempo
e ali faz morada
ou de madrugada a massa humana
que pernoita nos andares do tempo
e ali faz morada
À espera do alento
do olhar dos irmãos
do consolo e da ajuda
do olhar dos irmãos
do consolo e da ajuda
Para galgar os dias
com elegância corporal
espiritual
com elegância corporal
espiritual
Nety/25052017.
quinta-feira, 13 de abril de 2017
VAGÃO DA ESPERANÇA - 22112016
Ando devagar para não quebrar
o ritmo do tempo
Sem desviar a rota do destino
sem saltar janelas ou varar portas
No vazio da alma aconchego
os pontos coletados pelo caminho
Dou rédeas ao tempo
Me derreto feito gelo seco
condenso os acontecimentos
atraio o espetáculo da vida
Percorro na contramão
com pés sonolentos balanço
a preguiça e o pensar
Ideias desencontradas
nos burburinhos dos dias
macerados pelas desditas
Banalidades da vida
à mercê de coisas vãs
Que agregam dúvidas aos desacertos
e não levam a lugar algum
Lábios secos pelas palavras não ditas
ouvidos fechados ao badalar do tempo
olhos cerrados às belezas do mundo
perfumes dissolvidos nos bueiros
da sorte entre luzes e trevas
É dia de ser feliz
de ver o mundo florescer
ver a luz penetrar nos corações
janelas abertas às letras
à dança e à música
Palavras colorindo frases
Eu sou a luz das estrelas
o trem que viaja nas ondas da felicidade
e vai juntando doações da natureza
Para colorir os vagões da existência
Nessa viagem de muitas paradas
e solavancos o trem da esperança
conduz o vagão da paz
Da alegria e da generosidade
Nety
o ritmo do tempo
Sem desviar a rota do destino
sem saltar janelas ou varar portas
No vazio da alma aconchego
os pontos coletados pelo caminho
Dou rédeas ao tempo
Me derreto feito gelo seco
condenso os acontecimentos
atraio o espetáculo da vida
Percorro na contramão
com pés sonolentos balanço
a preguiça e o pensar
Ideias desencontradas
nos burburinhos dos dias
macerados pelas desditas
Banalidades da vida
à mercê de coisas vãs
Que agregam dúvidas aos desacertos
e não levam a lugar algum
Lábios secos pelas palavras não ditas
ouvidos fechados ao badalar do tempo
olhos cerrados às belezas do mundo
perfumes dissolvidos nos bueiros
da sorte entre luzes e trevas
É dia de ser feliz
de ver o mundo florescer
ver a luz penetrar nos corações
janelas abertas às letras
à dança e à música
Palavras colorindo frases
Eu sou a luz das estrelas
o trem que viaja nas ondas da felicidade
e vai juntando doações da natureza
Para colorir os vagões da existência
Nessa viagem de muitas paradas
e solavancos o trem da esperança
conduz o vagão da paz
Da alegria e da generosidade
Nety
SABEDORIA - 04122016
Me relaciono com as palavras
que se perpetuam e à deriva
a voz feminina dá o tom
Verto meu olhar para o mundo
e me deixo carregar
O vazio da alma
sopra sabedoria
Nety
que se perpetuam e à deriva
a voz feminina dá o tom
Verto meu olhar para o mundo
e me deixo carregar
O vazio da alma
sopra sabedoria
Nety
HISTÓRIAS DE PAPEL - 18122016
Boas e velhas lembranças
alimentam a alma que chora
Em silêncio
História que nasce da imaginação
de dias e de noites
Que conversa
com a memória colorida
Sem muros
Só coração
Um grão de pó que o vento
da vida extraviada
levanta no tempo
Feito histórias
de papel
Nety
alimentam a alma que chora
Em silêncio
História que nasce da imaginação
de dias e de noites
Que conversa
com a memória colorida
Sem muros
Só coração
Um grão de pó que o vento
da vida extraviada
levanta no tempo
Feito histórias
de papel
Nety
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