domingo, 15 de novembro de 2015

PERFUMES DA MADRUGADA - 15112015

Noite almiscarada por ensaios
com visões novas ou idas


Carregam consigo o ardor
dos tempos e se projeta
feito sombra
 
Na calçada
 
Amassada pelos passos
febris da madrugada
Nety

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

PUPILAS DO TEMPO - 10052014

Relíquias do meu pensar
lisonjeiam o meu viver
 
Subtraem os meus sentidos
 
Trazem à tona
as garatujas do tempo
 
Precisão que o meu estar
divide ou multiplica
 
Aquarelas expostas
nas telas do amanhecer
 
Um mar de luzes que brinca
com esses momentos lúdicos
 
Explodem e se retraem nessas horas
em que as pupilas do tempo
sopram melodias em consonância
com o meu cantar

Nety

domingo, 1 de novembro de 2015

DANÇA ESPACIAL - 20112014

Me despeço dos meus poemas
para perambular pelo pensamento
à procura de um cantinho
 
Que receba a gama de emoções
subtraídas do meu viver
 
Sempre em alta para receber
 emanações de todos os tempos
 
Aqui vai a emoção
num linguajar modesto
 
Mas repleto de entusiasmo
que reflete minha aura transparente
 
E fotografa um vazio
um rio de emoções
que transborda
e cai
 
Em cascatas
ondulando os meus dias
 
Minhas economias poéticas
guardadas nos relicários
fugiram e passaram
de mão em mão
 
Atravessaram céus terras e mares
e descansaram no topo
do infinito
 
Agora regressam mais ricas
e cheias de graças
 
Munidas de abraços e benesses
nessa dança espacial
com apelos
poéticos
 
Nety

DIÁLOGO - 20112014

Olhos do pensamento

Meros reflexos da alma
numa escala de valores

Que se desdobram
que se jogam

Na escassa realidade
fantasiosa a olhos vistos

Por cima e por baixo
dos óculos do mundo

A conversa deixa a desejar
quando o calor do diálogo arrefece
e toma caminho divergente
do combinado

Altera o produto
a combinação

Sob um véu de aplauso
murmura a garoa fina
da emoção
 
Nety

SUOR PRATEADO - 17112014

A lua me traz recordações
que se misturam e se entrechocam
nas alamedas do universo
 
Respinga suor prateado
pelas avenidas opacas e por elas
amontoo meus passos

Nety

NATUREZA - CORREIO DO POVO - 01112015

A aurora adoça céu e terra na entrada da primavera, em busca do elo que sela o pacto com a natureza da grande mãe terra, que transporta devastado peso, enquanto expectadores inertes esperam que ela não vacile na tortuosa trilha, imposta pelo desleixo de quem a recebeu por empréstimo. De quando em quando ecoa o vozeirão no céu e chama atenção para as belezas do planeta, que estão sendo violadas pelos predadores desprovidos de consciência ecológica. Usa o vento, as chuvas, as secas para alertar-nos sobre os malefícios que estamos causando. Pede cuidados com essas dádivas que caem nos braços do homem, mas reclamam quando atacadas. SOS nos céus, nas terras e nas águas pois a terra alegra-se com sua doação e chora pelas extravagâncias. Nety.

EDUCAÇÃO - CORREIO DO POVO - 31102015

A teia de Babel risca o céu, dispersa labaredas, enquanto nas gavetas da memória brota a esperança de cabeças pensantes em proteger os mananciais e recuperar os rios poluídos do planeta. Um exercício de educação ambiental o uso consciente da água, necessário tanto para a qualidade de vida hoje, como para a sobrevivência das futuras gerações. A poluição representa uma ameaça real à qualidade de vida, à saúde e ao meio ambiente. Preservar o ciclo vital da água é preservar a natureza.  Nety.